Como os ácidos agem na pele

Os “ácidos” são matérias-primas essenciais para a maioria dos tratamentos tópicos, seja em cosméticos ou no consultório, como é o caso dos peelings químicos.

Isso se deve ao fato de serem substâncias com PH menor do que 7 (o que os consideram ácidos) e bem próximo ao da pele normal (que é em torno de 4,7 – 5,7, também ligeiramente ácida).

Assim, ao aplicar esses agentes cáusticos à pele, estamos induzindo uma destruição controlada da epiderme e, consequentemente a isso, sua reepitelização.

Sua popularidade ocorre por propiciar melhora da aparência da pele danificada por fatores extrínsecos, intrínsecos e também por cicatrizes previas.

Embora tenham PH’s semelhantes, os ácidos possuem ações diferente de acordo com a indicação de um. Entre os mais conhecidos, para uso em consultório dermatológico ou em domicílio (a depender de prescrição médica), estão por exemplo o ácido retinóico, glicólico, salicílico, entre outros.  O que costuma diferenciar o uso em consultório e domiciliar é sua concentração, já que concentrações maiores são feitas em consultório (peeling químico).

A eficácia de cada ácido depende de um conjunto de fatores, como concentração, veículo (se é creme, sérum…) e o tipo de pele a ser aplicado. Cada paciente é um caso que deve ser avaliado individualmente pelo seu médico de confiança.

 

Dra. Laís Cristina Pereira Dias
Dermatologista – U.Clinic
CRM 156.186 SP

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